Violência Contra Mulher Não Tem Desculpa, Tem Lei!

Lei 11340 MARIA DA PENHA COMPLETA 10 ANOS - LEI (IN)SUFICIENTE PARA O ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONJUGAL E DOMÉSTICA? No dia 07 de agosto de 2016, completa 10 anos a Lei Maria da Penha e faz-se necessário um balanço sobre a mesma, diante de tantos crimes contra a mulher no âmbito doméstico e de se perceber o problema como questão social, de saúde, de segurança pública, de gênero e de direitos humanos. Crenças questionáveis presentes no imaginário social, quando por exemplo, diante da afirmação “Mulheres que Usam Roupas que Mostram o Corpo Merecem ser Atacadas”, 26% concorda totalmente ou parcialmente; 3,4% são neutros e 70% discorda parcialmente ou totalmente. E da afirmativa “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”, 65,1% concorda totalmente ou parcialmente, 1,9% é neutro e 32,4% discorda parcialmente ou totalmente. A amostragem foi de 3.810 pessoas, em 212 municípios do Brasil, sendo 66,5% mulheres e restante de homens e dentre a amostragem 19,1% são idosos(as) (IPEA, 2013). Dados que não sangram, mas indignam: 1 feminicídio a cada 90 minutos no Brasil(IPEA, 2013); 43 mil mulheres assassinadas em 10 anos, 41% em casa, no Brasil. (Mapa Violência Brasil, 2012); 41% dos brasileiros (cerca de 52 milhões de pessoas) admitem conhecer algum homem que já foi violento com a


10 anos da Lei Maria da Penha - Avanços e Reflexões

No último dia 28 de junho, a ONG SOS Mulher e Família de Uberlândia compôs o evento realizado pela Superintendência da Mulher – PMU, em alusão aos 10 anos da Lei Maria da Penha. Tal evento foi uma oportunidade para que representantes de diferentes instituições apresentassem suas considerações sobre os impactos da Lei Maria da Penha nas intervenções realizadas junto aos casos de violência contra a Mulher. Na ocasião, a ONG SOS Mulher e Família de Uberlândia foi representada por sua Coordenadora Administrativa, Suyane, que expôs questionamentos que precisam sempre ser objeto de reflexão com vistas ao estabelecimento de atuação crítica e em direção ao aprimoramento no trato com processos de violência tão arraigados em nossa cultura e sociedade.


ONG SOS Mulher e Família de Uberlândia - Pelo Fim da "Cultura do Estupro"

Na indignação nos unimos diante deste absurdo e recente caso de estupro coletivo que, à revelia de nosso estranhamento, se soma a vários outros casos sobre os quais sequer sabemos, sequer são noticiados, sequer são contabilizados... sequer são punidos. Casos como este, em que foi vítima a jovem de 16 anos moradora do Rio de Janeiro, nos impacta e provoca à uma série de reflexões e questões: Vivemos a cultura do estupro? O que alimenta esta cultura do estupro? Até quando mulheres temerão viver livremente sem serem apontadas como culpadas da violência que sofrem? Quem é o estuprador, onde ele está, o que ele representa em nossa sociedade? Até quando a sociedade, e em especial as mulheres, ficarão vulneráveis a este tipo de violência? Por que a perspectiva de punição efetiva se perde no caminhar dos processos?