Eu, tu, elas; sobre o empoderamento feminino

A luta feminista começa a ser discutida na 1ª convenção dos direitos da mulher em Nova Iorque e desde 1848 segue na eterna busca pela igualdade. Em 8 de março de 1917, operárias têxteis pararam o trabalho em inúmeras fábricas e saíram contra a fome. A revolução marcou o início do que pretende garantir a participação da mulher igualmente à dos homens, em busca de uma sociedade igualitária. Por esse motivo, alavancou movimentos como a luta contra a discriminação racial e a homofobia, a partir do que se prega em comum: direitos iguais a pessoas iguais.

 

Em 2010, foi a vez das Nações Unidas surgirem com a ONU Mulheres, entidade que visa a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. O movimento é global, mas aqui pelo Brasil estão fazendo acontecer: o tupiniquim ficou em 71º lugar entre 142 países participantes do ranking de igualdade e gênero, feito pelo Fórum Econômico Mundial em 2014 (aqui você confere o ranking completo). Mas se, por aqui a gente se encontra na metade do caminho – nem tão igual, nem tão desigual, em relação ao mundo – imagina como andam as coisas lá no último colocado?

Você deve imaginar, mas desperte na sua memória: lembra dos homens tailandeses que usam 10kg sobre suas clavículas, ou dos pés dos gueixos no Japão? Com certeza você nunca se esqueceu dos africanos sofridos: suas argolas de madeira simbolizando o quanto sua família tem de posses para a sua amada noiva e até seus clitóris masculinos extirpados. É de dar dó, né?

#sóquenão.Dói mais invertendo os papéis e mais ainda se entendermos que não temos uma realidade tão diferente assim. Embora desde 2011 o Brasil tenha uma presidenta, as coisas por aqui ainda estão longe dos países nórdicos e mais longe ainda da igualdade: estima-se que, todo mês, ocorram 472 mortes de mulheres por conta da violência contra a mulher (Pesquisa do IPEA).

Além de denunciar estes atos terroristas, as mulheres precisam também entender sobre as escolhas que cercam seu corpo: se vai ou não conceber filhos, passar maquiagem diariamente, levantar os seios e tudo o que a gravidade quis ou se martirizar por não saber cozinhar. São escolhas muitas vezes inconscientes e que respeitam padrões estéticos e de comportamento. Ainda que passem despercebidos, os bê-a-bás que fazemos para nos enquadrar diariamente salientam os machismos acumulados e se tornam contraditórios quando paramos para pensar como estamos agindo.

 

Esse conteúdo foi copiado do Blog do Portal Voluntários Online: http://blog.voluntariosonline.org.br/eu-tu-elas-sobre-o-empoderamento-feminino/